Ah, quem me dera,
num dia assim,
onde pouco resta de mim,
ver chegar
essa tal "felicidade clandestina"
que tanto busco,
e espero,
e desejo...
e nunca mais sair de mim...
e me ter
e enraizada ficar...
em mim!
ah quem me dera
“felicidade clandestina”
fosse um nome,
um anseio,
uma pessoa
e na forma de letras
chegasse até mim
e me descobrisse,
me revelasse
e por mim se apaixonasse...
então “felicidade clandestina”
ia deixar de ser
e seria então “Destino”
...
o meu e o teu entrelaçados..
Náiade.

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