Sobre amor...e outros assuntos.


Um dia desses numa página virtual de um amigo chamado Claus Santos, eis que vi a seguinte frase: Certa vez disse C. S. Lewis: A amizade começa quando uma pessoa diz para a outra... O que? você também? Eu pensei que era o único!

 Então fiz a pergunta, que certamente faria ao autor... Porque gosto de sempre ir mais além nos assuntos...

Surgiu uma conversa informal, mas que poderia se estender ao longo da noite e ser ainda melhor se numa roda de amigos estivéssemos... Eis o que me escreveu o amigo: 

Dos caminhos e Sobre amor...

Trata-se do amor Fileo, ou amor amizade. Este e o que quase sempre mantem duas pessoas juntas por muito tempo. Talvez seja um dos maiores segredos dos grandes romances e dos casais que viveram ou vivem até hoje por tanto tempo juntos. A psicologia explica ou sugeri que o amor Eros tem um tempo limite ou suas fases de 'up' e 'down', ou seja, ele acaba ou no mínimo deve ficar em baixa por alguns momentos, pois a beleza ou a atração física dura um tempo, pelo menos uns 3 a 4 anos, talvez pela convivência massiva de está o tempo todos juntos, então o que permanece ou de fato faz um casal permanecer e o amor Fileo. Daí a importância do porque do antes de qualquer relacionamento amoroso é interessante que haja uma grande amizade, momentos de conhecimento e aproximação, como: sair, conversar, brincar, se divertir, orar juntos, ler bons livros, conhecer os mesmos amigos e as famílias, talvez isso ajude a encontrar pontos em comum, mesmos dentre os distintos, mas serão os pontos mais interessantes que devem despertar um no outro a vontade de construir uma relação maior e serão as chances de uma grande amizade que manterá o amor Fileo, que por tabela será aquele que não deixara dois estranhos dentro de casa, um na sala outro no quarto, ou um em casa e o outro na rua vivendo uma rotina entediante e sem perspectivas de aproximação, ou caso contrário o tempo desgastará a relação e o pouco de amor que existia deve findar. 
Acredito que 90% dos grandes amores surgem através dos bons amigos. Afinal você não vai querer namorar com seu inimigo ou um alguém estranho?



Palavras ao vento.




Palavras ao vento.

Eu sou um cacto...
Cacto em flor;
Não estou aqui
Vivo no Sertão.
Ninguém me vê...
Poucos olham o que
um cacto pode ter.
Mas eu, tenho flores
em meio aos espinhos...
Que são espinhos?
Lágrimas disfarçadas...
é só chegar perto e
você me vê...
Flor em cacto.


Náiade

Traduzir-se



Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar

Felicidade Clandestina





Ah, quem me dera, 
num dia assim, 
onde pouco resta de mim, 
ver chegar 
essa tal "felicidade clandestina" 
que tanto busco, 
e espero, 
e desejo... 
e nunca mais sair de mim... 
e me ter 
e enraizada ficar... 
em mim! 
ah quem me dera 
“felicidade clandestina” 
fosse um nome, 
um anseio, 
uma pessoa 
e na forma de letras 
chegasse até mim 
e me descobrisse, 
me revelasse 
e por mim se apaixonasse... 
então “felicidade clandestina” 
ia deixar de ser 
e seria então “Destino”
... 
o meu e o teu entrelaçados..

Náiade.

Novo mundo...Tortuga

Caro escritor...
Perdoe-se,
Entenda-se,
Encontre-se!
Volte!
Retome
o caminho,
...
Vês!
É diferente,
é tão diferente
que soa estranho...
Mas é este
teu novo
caminho
Não vês?

Sal,
Pedra,
Areia;
Não és mais rio
Agora és Mar!


Náiade

Daniel, o livro é o barco...

Cada
rota
traçada
é
um
capítulo
escrito,
se
mergulho
nele, o livro
sinto
o gosto
do sal
na boca
o cheiro
do mar
na pele;
se
estou
de frente
a ele, o mar
eu o leio:
suas ondas
suas cores
Circunavegação
de ideias
de cheiros e sabores
O mar,
é como o livro
eu navego...
eu me deixo ir
eu me entrego
não penso!


Velejar... ou Seguir.

Eu  Velejava  Em  Você

Maria Bethânia


Eu velejava em você
Não finja!
Como coisa que não me vê
E foge de mim...
A boca tremia,
Os olhos ardiam
Oh! Doce agonia
Oh! Dor de viver
De ver sua imagem
Que eu nunca via
Sua boca molhada
Seu olhar assanhado
Convite pra se perder
Minha alma cansada
Não faz cerimônia
Você pode entrar sem bater
Pois eu já velejei em você
E foi bom de doer
Mas foi, como sempre, um sonho
Tão longe, risonho
Sinto falta,
Queria lhe ver...


Eu também queria te ver... Tenho a impressão
 que a partir daqui
 surge uma linha de convergência,
 um laço, 
de afeto, claro!