Dragões... Criaturas do Fogo.


Dragões, belas criaturas...

Força e honra!
Numa terra distante onde reis disputam tronos,
onde espreita a traição, a inveja
onde corvos levam mensagens de
guerra e paz
onde a espada representa
tanto a glória como o desespero...
O que é honra?
Amor?
Quanto vale viver?
Tenho vivido com a honra
De cumprir minha palavra
Com a verdade ao mencionar a palavra afeto
Ahhh o afeto
Tão simples e fácil
Palavra leve
Que pode ser encontrada de múltiplas formas
E tenho consumido
Como algo vital
Se te olho
Eu não apenas “olho”
Eu olho... miro bem no alvo
E lanço a flecha certeira...
Se te aperto a mão
É com afeto – suave, onde o calor está nas minhas veias
Intensidade é a palavra,
A ponte
Que diz de mim
Sou

...

Khaleesi



Eu alimento dragões...




Especiarias

Conhecer os lugares
sentir o cheiro
o gosto
e o sabor dos temperos;
e no colorido sutil de sua cores
apreciar
provar;
ir além e descobrir um  lugar
e morar nele!
Assim são as pessoas,
Especiarias!

Namorados

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada!
Você parece louca.

Manuel Bandeira 

Metades: In-Completude

Quando minha Tia Irene se foi,
levou com ela metade de mim:
meio sorriso,
meio olhar,
meia mão,
meio pensamento,
fique triste,
lamentei,
chorei,
desmoronei.
( )

Agora eu já sei:
Ficou comigo metade dela:
meio sorriso,
meio olhar,
meia mão,
meio pensamento,
Não sou mai triste,
Agora eu fiquei inteira novamente.

E.Maria

Poema da brincadeira

Cecília, vamos brincar de ficar séria?
(Cecília e eu cara a cara...)
dois segundos depois...
Cecília sorrir...
que graça!
que leveza!
que alegria!
são flores do Japão...
(os olhos dela),
e eu,
fico torcendo pra ela rir logo...

he he Eu

Poema Território

Do terraço até a cozinha
-eis o território dele,
o reizinho mandão...
( brinquedos espalhados delimitam o terreno)
bi bit,
carro de fórmula 1,
bolas, balde de praia,
tartaruga,
(...)

Anda,
corre,
deita no chão;
ri,
fala,
manda! (...)
mas também é carinhoso,
divertido,
inteligentíssimo;
me chama de mãe... e ri...
abaixa a cabeça,
pede um cheiro a vó e vai brincar,
tudo de novo...
Esse é João Vítor.

he he Eu.

(...)

Poema de duas linhas...

João tá dormindo.

João tem cheiro de nuvem!

he he 

Eu...

Minha Japinha...

 Que alegria!

que graça,

que leveza

são flores do Japão...

(os olhos dela),

Cecília.

Para Miguel Lorenzo...

Eu conheço esse olhar... 
que faz a gente ficar vidrado, olhando, olhando,
e a gente fica mesmo admirado
com tanta beleza dessa pessoinha
que é NOSSA!
esse olhar é uma das coisas mais belas
que a gente descobre,
e é pra sempre,
porque faço isso todos os dias,
com João e Cecília
sobrinhos-filhos Simone Moura
e você vai descobrir,
tantas coisas maravilhosas
que problemas viram: "Quais?"
já me esqueci...
Parabéns pelo lindo filho.

O não-lugar...

Re-inventei palavras
escapei do não-lugar, 
ele existe;
e existem sim as coisas sem serem vistas!

(...)

Voltei...
da dificílima 
dangerosíssima 
viagem 
que 
Drummond falou,
agora sou eu de novo:
renovada, 
na sutil beleza das flores coloridas
Nihon Flowers.

Ausência

(...)

I
r
e
n
e
n
o
c
é
u

(...)
Eu

VERBO SER

Que vai ser quando crescer? 
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. 
Que vou ser quando crescer? 
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender.
Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo. 
Sem ser Esquecer.

Drummond

Investigação Poética

Quando um poeta se vai
o espaço do céu 
ele passa 
a habitar
(...)

e nós 
aqui na terra
continuamos
(...)

e na dúvida 
da poesia
olhamos 
pro céu
(...)

o mesmo céu
de Drummond
de Bandeira
de meu avô
céu de Irene!
(...)

Tia Irene: - Abra a porta do céu,
que o poeta César Leal chegou!
(Sua bênção... 
saudades,
com 
amor,
sua sobrinha)

Primavera

E vou plantar cinco flores na calçada,
e vou retirar as folhas do teu chão,
regar as plantinhas da tua janela,
brincar de te procurar,
seguir tuas pegadas,
e colher flores pra te dar...
 Cecília...
(sobrinha adorada)
he he