Quando um poeta se vai
o espaço do céu
ele passa
a habitar
(...)
e nós
aqui na terra
continuamos
(...)
e na dúvida
da poesia
olhamos
pro céu
(...)
o mesmo céu
de Drummond
de Bandeira
de meu avô
céu de Irene!
(...)
Tia Irene: - Abra a porta do céu,
que o poeta César Leal chegou!
(Sua bênção...
saudades,
com
amor,
sua sobrinha)

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