A natureza das coisas

A natureza das coisas


Como são as coisas 
sem ser vistas?
As coisas que trago no peito
me extravasam a alma...
As coisas
que me entristecem
mais parecem punhais
sempre cravados
um pouco mais!
Estas coisas às vezes sangram
O que faço
com estas coisas?

Podem as coisas
ter nome?
As coisas podem ser chamadas desejos?
Os que trago no peito
escondidos
reprimidos
mais parecem sonhos
que de tão fugazes
acho que devem permanecer
no lugar onde estão...

Eu desejei uma coisa
Aí outra coisa sobrepôs-se ao lugar
E a coisa perdeu o sentido...
Pode a coisa desejada perder o sentido
de coisa querida, almejada e sonhada?

As coisas
no momento
me entristecem
quem sou eu?
Coisa, desejo ou pessoa?

De dentro de mim
este poema respinga
Olha pra mim e sorri...
O que posso fazer?
Sorrir de volta!

Leia-me!
é imperativo.
Exigência?
Desejo?
Suposição?
Salve-me,
Encontre-me,
Devolva-me,
ou
Não tente me encontrar
Não me procure,
Desista!
Não vai saber quem
eu sou
nem eu me reconheço...

Como encontrar o que não sabe?
Devolver o que? a quem?
Coisa, desejo ou pessoa?
Você vê?
O que?
Como são as coisas sem ser vistas?

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